Queixas sobre carros elétricos quase triplicaram em dois anos
Posted: 23 Aug 2026, 21:38
À medida que os carros elétricos ganham espaço nas estradas portuguesas, aumentam também as reclamações. E há duas marcas que se destacam.
As reclamações relacionadas com carros elétricos quase triplicaram em apenas dois anos. Entre janeiro e julho de 2026, o Portal da Queixa registou 205 reclamações, contra 75 no mesmo período de 2024.
São mais 130 queixas, o equivalente a um aumento de 173%. E a tendência mantém-se quando a comparação é feita apenas com 2025: nos primeiros sete meses desse ano tinham sido registadas 107 reclamações, pelo que o crescimento homólogo foi de 92%.
Estes números devem, porém, ser enquadrados no forte crescimento do mercado de elétricos. Entre janeiro e julho de 2024 e o mesmo período de 2026, as matrículas de automóveis ligeiros de passageiros 100% elétricos aumentaram de 22 531 unidades para 40 309, cerca de 79%.Ou seja, proporcionalmente, as queixas cresceram mais depressa do que as matrículas de elétricos novos. A insatisfação dos consumidores concentra-se na reparação e manutenção, que representam 40% das reclamações, enquanto atendimento e qualidade do serviço correspondem a 32%. Juntas, estas duas categorias concentram 72% das queixas.
Entre os restantes motivos surgem problemas relacionados com a qualidade e segurança do produto (16%), questões financeiras e pagamentos (6%), e questões legais e contratuais (6%).
BYD e Tesla concentram mais queixas
Entre as marcas identificadas nas reclamações, a BYD é a mais mencionada, concentrando 17% das queixas, seguida pela Tesla, com 15%.
Segundo o Portal da Queixa, os relatos incluem problemas técnicos persistentes, reparações sem resolução, dificuldades no acionamento de garantias e insatisfação com os processos de atendimento e comunicação.
As próprias marcas são o principal destinatário das reclamações: 71% das queixas são dirigidas aos fabricantes automóveis, enquanto 18% dizem respeito a concessionários.
Apesar da subida do número de reclamações, a satisfação média reportada pelo Portal da Queixa também aumentou, passando de 3,15 pontos em 2025 para 3,30 em 2026, uma subida de 4,82%.
Lisboa e Porto concentram 55,77% das reclamações registadas em 2026, seguindo-se Setúbal, com 8,65%, e Braga, com 7,69%.
Para Pedro Lourenço, fundador do Portal da Queixa by Consumers Trust, estes números mostram que “o desafio da mobilidade elétrica já não está apenas no produto, mas também na experiência de pós-venda”.
O responsável considera que o peso das reclamações relacionadas com reparação, manutenção, atendimento e qualidade do serviço coloca “a capacidade de resposta das marcas no centro da confiança do consumidor”.
souce4 " https://www.razaoautomovel.com/noticias ... icam-2026/
As reclamações relacionadas com carros elétricos quase triplicaram em apenas dois anos. Entre janeiro e julho de 2026, o Portal da Queixa registou 205 reclamações, contra 75 no mesmo período de 2024.
São mais 130 queixas, o equivalente a um aumento de 173%. E a tendência mantém-se quando a comparação é feita apenas com 2025: nos primeiros sete meses desse ano tinham sido registadas 107 reclamações, pelo que o crescimento homólogo foi de 92%.
Estes números devem, porém, ser enquadrados no forte crescimento do mercado de elétricos. Entre janeiro e julho de 2024 e o mesmo período de 2026, as matrículas de automóveis ligeiros de passageiros 100% elétricos aumentaram de 22 531 unidades para 40 309, cerca de 79%.Ou seja, proporcionalmente, as queixas cresceram mais depressa do que as matrículas de elétricos novos. A insatisfação dos consumidores concentra-se na reparação e manutenção, que representam 40% das reclamações, enquanto atendimento e qualidade do serviço correspondem a 32%. Juntas, estas duas categorias concentram 72% das queixas.
Entre os restantes motivos surgem problemas relacionados com a qualidade e segurança do produto (16%), questões financeiras e pagamentos (6%), e questões legais e contratuais (6%).
BYD e Tesla concentram mais queixas
Entre as marcas identificadas nas reclamações, a BYD é a mais mencionada, concentrando 17% das queixas, seguida pela Tesla, com 15%.
Segundo o Portal da Queixa, os relatos incluem problemas técnicos persistentes, reparações sem resolução, dificuldades no acionamento de garantias e insatisfação com os processos de atendimento e comunicação.
As próprias marcas são o principal destinatário das reclamações: 71% das queixas são dirigidas aos fabricantes automóveis, enquanto 18% dizem respeito a concessionários.
Apesar da subida do número de reclamações, a satisfação média reportada pelo Portal da Queixa também aumentou, passando de 3,15 pontos em 2025 para 3,30 em 2026, uma subida de 4,82%.
Lisboa e Porto concentram 55,77% das reclamações registadas em 2026, seguindo-se Setúbal, com 8,65%, e Braga, com 7,69%.
Para Pedro Lourenço, fundador do Portal da Queixa by Consumers Trust, estes números mostram que “o desafio da mobilidade elétrica já não está apenas no produto, mas também na experiência de pós-venda”.
O responsável considera que o peso das reclamações relacionadas com reparação, manutenção, atendimento e qualidade do serviço coloca “a capacidade de resposta das marcas no centro da confiança do consumidor”.
souce4 " https://www.razaoautomovel.com/noticias ... icam-2026/